Passada a loucura de primeiro período na faculdade, o melhor momento da vida de um aluno chegou. Minhas queridas férias. - Nossa! Como eu estudei e como irei descansar -primeiro pensamento-. Até o meio das minhas férias, estava tudo muito bem. Estava descansando, passeando, até que meus tios que moram atualmente em Goiânia vieram para o Rio passar as férias e vieram aqui para casa. Tudo corria bem, até que minha prima me conta que está pensando em ir fazer Medicina na Universidad de Buenos Aires (UBA) e me chamou pra ir junto com ela. Quando ela me contou, eu achei a ideia legal, interessante e até um pouco aventureira. Logo quando ela falou, eu prontamente disse não, pois estava na minha faculdade já, adorando o curso, meus amigos que fiz lá, não, eu não ia largar tudo. Lembrei também da minha promessa no começo da faculdade: se eu comecei, vou até o final. Assunto encerrado, voltamos a normalidade. No dia seguinte, pela manhã, meu pai me fala: - Estou sabendo que você vai morar na Argentina e nem me contou. Eu ri e falei novamente: - Eu não.
Meu pai ansioso e agoniado que é foi para a internet ler sobre, saber como era tudo. No dia seguinte, ele já sabia de tudo, como era como não era. E nesse dia, fui ao Rio com ele. No carro começou a conversar, falar que era uma oportunidade de fazer uma faculdade de Medicina, uma faculdade reconhecida, que não era qualquer um que teria a oportunidade de se tornar médico, que seria ótimo para meu futuro. Ai comecei a tirar o meu pronto NÃO e comecei a pensar. Sim, seria uma ótima oportunidade, mas e o idioma? E se eu não conseguir estudar como deveria? E se eu não aguentar a saudade de casa?
Idioma? Tendo uma noção aqui, em dois, três meses você já estará falando fluentemente. Meu pai respondeu. Se eu não conseguir estudar? Como assim, você não estudava aqui na faculdade e não conseguiu alcançar notas ótimas, porque lá não conseguiria?! Meu pai respondeu. Saudade? A pior coisa. Mas um amigo do meu pai falou uma coisa que me deixou mais feliz. Ele disse que quando saiu de casa pra estudar longe também, o pior foram os três primeiros meses. Se eu aguentasse, o resto “tiraria de letra”. Isso me confortou.
Enfim, em mais ou menos uma semana, estava decidido: Eu iria estudar na Argentina.