quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Morar fora...

Morar fora...

Não é apenas aprender uma nova língua.

Não é apenas caminhar por ruas diferentes ou conhecer pessoas e culturas diversificadas.

Não é apenas o valor do dinheiro que muda.

Não é apenas trabalhar em algo que você nunca faria no seu país.

Não é apenas conquistar um diploma ou fazer um curso diferente.


Morar fora...

Não é só fazer amigos novos e colecionar fotos diferentes.

Não é apenas ter horários malucos e ver sua rotina se transformar diariamente.

Não é apenas aprender a se virar, lavar, passar, cozinhar…
Não é comer comidas diferentes, pagar suas contas, se preocupar com o aluguel.
Não é apenas amar o novo, as mudanças.
Não é sentir saudades de pessoas queridas e algumas coisas que deixou em seu país.

Não é apenas a distância.

Não são apenas as novidades.


Morar fora...

É se conhecer muito mais.

É amadurecer e ver um mundo de possibilidades à sua frente.
É ver que é possível sim, fazer tudo aquilo que você sempre sonhou e que parecia tão surreal.

É perceber que o mundo esta na sua cara e você pode sim, conhecê-lo inteiro.
É ver seus objetivos mudarem.
É mudar de idéia, de opinião.
É colocar em prática.
É ter que mudar sua cabeça todos os dias.
É deixar de lado as coisas pequenas.
É saber tapar o seu ouvido.
É se valorizar.

É ver sua mente se abrir muito mais, em todos os momentos.
É se ver aberto para a vida.
É não ter medo de arriscar.

É colocar toda a sua fé em prática.

É ter fé.

É aceitar desafios constantes.
É sentir-se na Terra do Nunca e não querer voltar.
É querer voltar e não conseguir se imaginar no mesmo lugar.

Morar fora...
É se surpreender com você mesmo
É descobrir e notar que na verdade, você não conhecia a fundo algo que sempre achou que conhecia muito bem: VOCÊ MESMO !!!


Autor: Desconhecido.


Buenos Aires - Argentina

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O dia.

Eis que chegou o dia, acordei às 6 da manhã, tomei banho, me arrumei, malas no carro e aeroporto. Estava bem animada.

Quando estávamos entrando no aeroporto, minha tia ligou para o celular da minha mãe, avisando que minha prima não tinha embarcado, pois não aceitaram a identidade militar dela, pois era vôo internacional. E a identidade civil dela estava comigo, eu iria entregar para ela em Guarulhos. Gelei na hora, o que iríamos fazer? Eu iria sozinha? Sim, iria sozinha. Entramos no aeroporto, fizemos o chek-in, tudo certo. Quando foi 8:30, a pior hora, despedida. Nossa! Na hora que abracei minha mãe, a ficha caiu. Não pude conter as lágrimas, e não foram poucas. Abracei meu irmão e depois meu pai. Chorava igual bebê. Dei tchau e entrei para sala de embarque. Fui chorando do Aeroporto do Rio até o de Guarulhos. Quando desci, fiquei calma e parei de chorar. Fui ao chek-in novamente para por o selo internacional e o carimbo. Coloquei e fui para a sala de embarque novamente. Fiquei esperando um pouquinho e entrei no avião. Quando levantou vôo, mais choro. Mas logo parei e fiquei tranquila. 14:15 horas de Buenos Aires, o avião pousou. Quando saí, fui logo ver um taxi e fazer o cambio do meu dinheiro. Fiz o cambio e fui para o taxi. Depois de 1 hora mais ou menos, cheguei ao Hostel.

Quando cheguei fui recepcionada por um brasileiro que trabalha no Hostel. Me mostrou como era o Hostel, onde era tudo. Super gente boa. Quando acabou, fui para meu quarto para entrar na internet e avisar aos meus pais que tinha chegado bem.

Esse dia foi o pior dia da minha vida. Eu me senti muito mal, em um lugar desconhecido, sem ninguém comigo, eu chorei a tarde toda, desde a hora que eu cheguei até umas dez da noite. Até que eu recebi uma ótima notícia: uma amiga ia vir para Buenos Aires para ficar comigo até minha prima chegar. Minha prima chegaria na quarta a tarde e minha amiga iria embora na quarta de manhã. Dormi super feliz.

Primeiro dia em Buenos Aires.

Pai e Mãe.

Pai e irmão.


sábado, 18 de dezembro de 2010

Coração de Pai e Mãe!

FILHOS SÃO COMO NAVIOS

Ao olhar um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora.

Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, ao destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.

Dependendo do que a força da natureza lhes reserva, poderá ter que desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.

Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas. E haverá muita gente no porto feliz à sua espera.

Assim são os FILHOS. Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.

Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto aos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr seus próprios riscos e viver suas próprias aventuras.

Certo que levarão consigo os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola, mas a principal provisão, além das materiais, estará no interior de cada um:

A CAPACIDADE DE SER FELIZ.

Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém.

O lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.

Os pais também pensam que sejam o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o seu próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, este porto para outros seres.

Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que na bagagem devem levar VALORES herdados como:

HUMILDADE, HUMANIDADE, HONESTIDADE, DISCIPLINA, GRATIDÃO E GENEROSIDADE.

Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.

A FELICIDADE CONSISTE EM TER UM IDEAL A BUSCAR E TER A CERTEZA DE ESTAR DANDO PASSOS FIRMES NO CAMINHO DA BUSCA.

Os pais não devem seguir os passos dos filhos e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram. Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partirem para as próprias conquistas e aventuras.

Mas, para isso, precisam ser preparados e amados, na certeza de que: “QUEM AMA EDUCA”

“COMO É DIFÍCIL SOLTAR AS AMARRAS!”

Autoria: Içami Tiba


*Coração de pai e mãe é igual, independente de qualquer coisa. Sei que todos se sentem assim e sei o quanto é difícil soltar as amarras. Mas o coração de pai e mãe também sabe quando é o momento certo para isso acontecer. Meus pais acharam que esse foi o momento. Foi difícil, mas os laços continuam os mesmos.
Amo os dois mais que tudo.
Caio e Zilda !

sábado, 11 de dezembro de 2010

Preparação

Depois de muitas pesquisas, contratamos uma assessoria. Essa assessoria foi responsável por fazer todos os trâmites necessários para minha ida a Buenos Aires. Então, sem preocupação com papelada.

Outra coisa, a questão do idioma. Bom, eu nunca tive aula de espanhol na escola e nunca fiz curso. Então teria que procurar um curso, mas achamos melhor aula particular, pois seria mais eficaz no meu caso, pois eu só teria quatro meses para aprender. Meu pai então conseguiu uma professora. Comecei e fiz três meses e meio de aula. Foi bem um geral para eu chegar em Buenos Aires pelo menos entendendo e conseguindo me comunicar. As aulas foram ótimas.

Com passagem marcada para 27 de novembro de 2010, comecei a agilizar tudo, em questão do que levar, do que não levar, do que seria necessário, o que eu poderia comprar em Bs As, o que não poderia. Enfim, foi tudo bem corrido, mas tudo muito bem planejado.

Minha prima comprou a passagem dela também para o dia 27, com escala em Guarulhos e a minha passagem também era com escala em Guarulhos. De lá pegaríamos o mesmo vôo para Buenos Aires. Às 14 horas estaríamos em Buenos Aires.

Tudo pronto, tudo resolvido. Só esperar o dia para viajar.